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Tarcísio rebate Lula e Haddad, critica gestão Alckmin em SP e diz que entregou ‘obra da Copa’

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), rebateu nesta segunda-feira, 23, críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a suposta falta de diálogo com prefeitos paulistas. Em discurso no Palácio dos Bandeirantes, com tom eleitoral, Tarcísio também mirou o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) e fez críticas indiretas à gestão do ex-governador e atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Ele classificou as acusações como uma tentativa de construir uma narrativa eleitoral e disse que a versão “não vai colar”.

“Para quem diz que a gente não vai atender bem, ou não atende bem os prefeitos de São Paulo, esquece. Procura outra narrativa porque essa não vai colar. Vocês estão muito enganados”, afirmou o governador.

O chefe do Executivo paulista participou da cerimônia que celebrou os 58 anos do Fundo Social do Estado, chefiado pela primeira-dama, Cristiane Freitas, marcada também pela entrega de 350 veículos destinados a serviços de assistência social nos municípios paulistas.

O evento contou ainda com a presença do vice-governador Felício Ramuth (PSD) e do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL). A plateia era formada por prefeitos, gestores e secretários municipais.

Lula criticou Tarcísio na quinta-feira, 19, dia do lançamento da pré-candidatura de Haddad ao governo paulista, ao longo de discurso no evento Caravana Federativa, que reúne prefeitos e vereadores em uma feira de serviços e inovações do governo do Brasil.

“Pelo que eu estou sabendo, os prefeitos de São Paulo são pouco ou mal recebidos pelo governo do Estado. Não é a primeira pessoa que não gosta de prefeitos”, disse o petista.

A estratégia de explorar a relação entre o governo estadual e os municípios tende a ser uma tática recorrente na campanha petista, com o objetivo de reduzir a rejeição do partido no interior.

Tarcísio retrucou afirmando que sua gestão não está “voltada à politicagem”, mas a “fazer a diferença”, destacando que, ao atender os municípios, o foco está nas pessoas que vivem nessas localidades.

Ele disse ainda que, embora nem sempre isso seja percebido, 2025 foi o ano em que o Estado mais repassou recursos aos municípios, somando R$ 9,6 bilhões, e acrescentou que se trata de uma gestão que está cuidando das cidades.

O governador também reconheceu limitações orçamentárias no atendimento às demandas municipais, mas afirmou que o governo registra todas as solicitações feitas pelas prefeituras. Segundo ele, a gestão tem buscado alternativas com “criatividade” e “responsabilidade fiscal” para viabilizar os pedidos.

“E quem pensa que vai ter vez no nosso interior, esqueça, porque a gente vai cuidar”, afirmou Tarcísio. “Aqui em São Paulo, somos um time. Esse time vai continuar fazendo o Estado ser a locomotiva que é e, graças a Deus, vamos fazer essa diferença juntos, e quem não tiver competência não vai entrar aqui.”

Apesar do discurso de proximidade com as prefeituras, a gestão enfrentou no ano passado um período de tensão com municípios, marcado por queixas sobre atrasos nos repasses e restrições em áreas como verbas de turismo.

Aliados do próprio governador admitiram, na ocasião, que o Executivo estadual demorou a reagir ao problema. Iniciativas como as chamadas “Caravanas 3D”, programa de visitas de secretários ao interior, foram implementadas como resposta às reclamações.

Em conversa com jornalistas na última sexta-feira, 20, Haddad atribuiu sua derrota para Tarcísio em 2022 aos votos do interior paulista. Nesse sentido, o ex-ministro salientou que “não possui preconceitos” com possíveis alianças para ampliar o leque de apoios no Estado, de modo a contemplar não apenas o campo progressista.

“Então nós temos, efetivamente, mais dificuldade com o interior. Eu fiz 55% dos votos na região metropolitana e 35% no interior. Foi por isso que nós perdemos a eleição”, disse Haddad na coletiva. “Continua o desafio de fazer um diálogo mais amplo com setores que são um pouco mais conservadores do que os da metrópole. E é um desafio que não é local, é um desafio mundial.”

Tarcísio também recorreu a uma metáfora futebolística em seu discurso para desferir críticas indiretas a Alckmin, que deve apoiar Haddad este ano novamente. Segundo ele, sua administração tem foco na entrega de obras iniciadas em gestões anteriores.

“Sou igual ao Dadá (Maravilha, jogador): eu chuto para o gol, eu marco o gol. Meu negócio é ser artilheiro”, afirmou. O governador acrescentou que, enquanto outros “chutam para fora”, sua gestão “chuta para o gol”, citando como exemplos o Rodoanel, a conclusão da Linha 17-Ouro e intervenções na região da Cracolândia, que sua gestão defende ter “acabado”.

“Tem gente que você bota a bola na marca do pênalti e diz que o goleiro vai pular para a direita. O cara pega e chuta para fora. Mas aqui a gente chuta para o gol”, continuou Tarcísio. “Rodoanel é gol, acabar com a Cracolândia é gol, Linha 17 é gol, a obra da Copa, estamos em período de Copa,