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A nova pesquisa nacional que confronta Lula e Flávio Bolsonaro pelo Planalto

Um novo levantamento nacional do instituto Real Time Big Data vai medir o tamanho real da disputa presidencial de 2026 entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nome já consolidado pelo bolsonarismo para a corrida ao Planalto.

A pesquisa eleitoral, que ouviu 2 mil eleitores presencialmente em todo o país desde o último sábado (2), será divulgada nesta terça-feira (5). O foco político da sondagem está menos no peso isolado dos números e mais no contraste entre os recortes regionais recentes e a nova fotografia nacional sobre a intenção de voto dos brasileiros.

Flávio foi alçado pela extrema direita à condição de sucessor eleitoral de Jair Bolsonaro, que se encontra inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A nova rodada deve indicar se o senador mantém, no plano nacional, a competitividade que apareceu em praças estratégicas e que vem pautando as articulações da oposição.

O real tamanho de Flávio Bolsonaro contra Lula

A pesquisa testa o petista e o senador em um cenário ampliado. O levantamento serve como um termômetro da fase inicial da sucessão presidencial, ainda marcada por sondagens exploratórias, movimentações partidárias e guerra de narrativas, a exemplo de outros recortes recentes que mediram a corrida pelo Planalto.

Para o PT, o dado é vital porque mostra a resiliência de Lula diante do candidato escolhido pelo bolsonarismo. Para o PL, a pesquisa mede se Flávio sustenta nacionalmente o desempenho que seus aliados vêm explorando nos bastidores do Congresso.

O alerta que veio dos estados

A urgência sobre a nova pesquisa nacional nasceu justamente dos levantamentos estaduais anteriores. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, pesquisa divulgada em março apontou Flávio Bolsonaro com 38% das intenções de voto em cenário de primeiro turno, contra 34% de Lula — configurando um limite de margem de erro.

No Rio de Janeiro, base política da família Bolsonaro, o senador apareceu à frente do presidente em simulações de primeiro turno. Em uma delas, Flávio marcou 40%, contra 35% de Lula.

Em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, Lula e Flávio Bolsonaro apareceram tecnicamente empatados. O presidente liderou numericamente em parte das simulações, mas com margem estreita.

No Tocantins, o Real Time Big Data também registrou empate técnico. Em uma simulação, Lula apareceu com 37%, contra 35% de Flávio. Em outra, o petista marcou 38%, ante 36% do senador.

Disputa por narrativa em jogo

O resultado desta rodada será capitalizado politicamente pelos dois campos. Se a distância entre Lula e Flávio aparecer encurtada, a extrema direita explorará a leitura de que a candidatura do senador furou a bolha regional. Se Lula abrir vantagem sólida, o Planalto ganha o argumento perfeito para esvaziar os recortes estaduais.

Os números, na prática, não definem o pleito, mas entregam o primeiro grande contraponto nacional aos dados locais que vinham inflando a narrativa de avanço do bolsonarismo sobre o governo.