Neste sábado (28), a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou publicamente o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a participação do bolsonarista na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada no estado do Texas, nos Estados Unidos, durante o fim de semana.
Em publicação nas redes sociais, Gleisi também mencionou o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e acusou ambos de atuarem no exterior alinhados a interesses estrangeiros.
As declarações ocorrem após a participação de Flávio Bolsonaro no palco da extrema direita global, anunciando que vai planeja entregar as terras raras brasileiras aos EUA para reduzir a influência chinesa no Brasil.
“Os vendilhões da pátria não tomam jeito. Flavio Bolsonaro e seu irmão Eduardo, foragido da Justiça, estavam neste sábado nos EUA fazendo juras de subserviência a Donald Trump e espalhando mentiras sobre o Brasil. Eles nem conseguem disfarçar que seu projeto é entregar o país aos interesses estrangeiros”, afirmou a ministra.
Flávio Bolsonaro ainda criticou medidas adotadas durante a pandemia e alegou, sem apresentar provas, que houve interferência externa nas eleições brasileiras de 2022.
Gleisi reforçou a importÂncia da memória dos fatos do governo Bolsonaro: “Imaginam que o povo brasileiro esqueceu que essa família levou o país para o Mapa Fome, destruiu nossa economia e é responsável pela morte de centenas de milhares de vítimas da Covid. E que conspiraram com os EUA para impor o tarifaço contra nosso país”, declarou.
“Tal pai, tal filho: o negócio deles é mentir e desafiar a democracia e a Justiça”, disse.