Uma campanha nacional batizada de “Boicote pela Soberania” vem ganhando força no Brasil ao convocar cidadãos a deixarem de consumir produtos de empresas dos Estados Unidos. A iniciativa, organizada por um movimento popular, busca pressionar multinacionais norte-americanas a se posicionarem contra o chamado “tarifaço” de 50% imposto pelo governo de Donald Trump sobre exportações brasileiras, após articulações lideradas por Eduardo Bolsonaro contra o Brasil.
Impacto econômico
O Brasil é um dos maiores mercados consumidores de empresas estadunidenses. Para os idealizadores do boicote, o movimento pode causar impacto significativo na arrecadação dessas companhias no país, incentivando-as a pressionar o governo norte-americano pela revogação das tarifas.
De acordo com o último Datafolha, 89% da população brasileira se declarou contrária ao tarifaço, o que, segundo os organizadores, demonstra que o movimento tem potencial de mobilização em larga escala. “Nosso boicotaço pode gerar um efeito cascata e forçar uma mudança de postura internacional”, defendem.
Como funciona o boicote
O “Boicote pela Soberania” divulgou uma lista de mais de 3 mil empresas estadunidenses que operam no Brasil cujos produtos devem ser evitados. Em contrapartida, sugere alternativas nacionais e de outros países. A campanha circula principalmente pelas redes sociais, com orientações e materiais de apoio.
“Não se trata apenas de consumo, mas de luta pela soberania nacional. Quanto mais pessoas aderirem, maior será o poder de pressão”, reforça o texto de divulgação.
Engajamento e canais de comunicação
Para incentivar a adesão, os organizadores mantêm perfis oficiais nas redes sociais e um canal de contato direto com os interessados. Informações detalhadas sobre as empresas envolvidas e as alternativas de consumo podem ser acessadas pelo Instagram @boicotepelasoberania ou pelo e-mail contato@boicotaco.com.br.