Governador interino decide não somar remunerações e mantém salário da Aleam, na faixa de R$ 34,7 mil, mesmo podendo receber também como chefe do Executivo
O governador interino do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), formalizou a opção por receber a remuneração do cargo de deputado estadual durante o período em que estiver à frente do Poder Executivo. A decisão foi encaminhada oficialmente à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) por meio de ofício datado deste sábado (11).
Na prática, Cidade decidiu não acumular os vencimentos dos dois cargos e abriu mão da remuneração de governador — estimada em cerca de R$ 45.426,67 mensais — optando por manter o salário do mandato parlamentar, fixado em aproximadamente R$ 34.774,64.
Mesmo ocupando, ainda que de forma temporária, o cargo mais alto do Estado, Cidade escolheu preservar o vínculo remuneratório com a função para a qual foi eleito nas urnas. A decisão chama atenção justamente pelo contraste financeiro: ao invés de ampliar sua remuneração no período em que está no Executivo, ele mantém o padrão do Legislativo.
A postura se soma a outros movimentos adotados desde que assumiu interinamente o governo, marcados por decisões administrativas que buscam evitar ruídos, conflitos e críticas. Um dos exemplos foi a revisão e a rescisão de contratos envolvendo empresas ligadas a familiares, medida que reduziu potencial desgaste político logo no início da gestão.
O conjunto dessas ações reforça uma condução pautada pela cautela institucional durante o período de transição no comando do Estado, evitando interpretações de uso indevido da máquina pública ou de obtenção de vantagens pessoais.
Roberto Cidade assumiu o Governo do Amazonas de forma interina em meio ao processo de mudança no comando do Estado e segue, ao mesmo tempo, como uma das principais lideranças do Legislativo estadual.