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Pesquisa dá força a Tarcísio em disputa com clã Bolsonaro; PCC lavou dinheiro na Faria Lima

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, candidato do Centrão e da Faria Lima nas eleições presidenciais de 2026, ganhou força na disputa interna da direita com a nova pesquisa AtlasIntel, encomendada pela Bloomberg e divulgada nesta quinta-feira (28).

Segundo o levantamento, Freitas derrotaria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por 48,4% a 46,6% das intenções de voto, enquanto o petista, em julho, liderava com quatro pontos de vantagem. A popularidade do presidente caiu para 48% em agosto, com a desaprovação marcando 51%.

Com isso, deve se acirrar, na direita, a disputa entre Centrão e Faria Lima contra o clã Bolsonaro pelo nome que enfrentará o presidente Lula no próximo ano. O mercado financeiro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além de pesquisas como esta, podem definir a questão.

Lula empataria, no segundo turno, com o ex-presidente Jair Bolsonaro (48,3% a 48,3%), que está inelegível, mas espera a votação de sua anistia pelo Congresso, e, na margem de erro, com a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro (48,8% a 47,9%). Ela se mostra competitiva como alternativa do bolsonarismo raiz ante o nome de Freitas, que ainda não possui aval da Casa Branca, apesar de seu boné do “MAGA”.

A revista The Economist publicou nesta quinta-feira que o julgamento de Bolsonaro dá exemplo aos Estados Unidos, em referência ao fato de Trump não ter sido julgado, condenado e punido por ter incentivado o ataque ao Capitólio, após a derrota para o democrata Joe Biden. A pesquisa ouviu 6.238 pessoas em todo o Brasil entre os dias 20 e 25 de agosto. A margem de erro é de 1 ponto percentual.

Faria Lima na mira da PF

Na manhã desta quinta-feira, a operação “Carbono Oculto”, da Polícia Federal (PF), chegou a endereços na Faria Lima para combater a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) entre corretoras, empresas de fachada e fundos de investimento, com prejuízos que somam R$ 1,4 bilhão, de acordo com a Receita Federal.

Esses fundos foram utilizados para: comprar imóveis, frotas e refinarias; movimentar recursos ilícitos no sistema financeiro; e blindar patrimônio obtido com atividades criminosas, como tráfico de drogas. São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina foram os estados-alvo.

A operação demonstra que há assuntos capazes de unir, mesmo que pontualmente, os polos que disputam a direção do Brasil, como o presidente Lula e o governador Freitas. A aprovação da chamada PEC da Segurança Pública, agenda prioritária do Palácio do Planalto, que enfrenta resistência de gestores de oposição, é um exemplo.