No momento, você está visualizando Urgente! Justiça dos EUA toma decisão em ação contra Alexandre de Moraes

Urgente! Justiça dos EUA toma decisão em ação contra Alexandre de Moraes

A Justiça dos Estados Unidos decidiu conceder mais tempo para que a Trump Media e a plataforma Rumble apresentem manifestação no processo movido contra o ministro Alexandre de Moraes. A decisão foi proferida na última terça-feira (08), pela juíza Mary Scriven, da Corte da Flórida, no âmbito da ação que também envolve a Advocacia-Geral da União (AGU).

As duas empresas haviam solicitado a prorrogação do prazo para responder ao pedido apresentado pela AGU, que busca a extinção do processo. O governo brasileiro se manifestou contra a solicitação, sustentando que as empresas já tiveram tempo suficiente para elaborar a resposta e que estariam tentando criar uma “urgência artificial” para adiar o andamento da ação.

Como parte dos argumentos, a AGU citou declarações concedidas pelo advogado das empresas, Martin De Luca, à imprensa. Segundo o órgão, se a defesa teve tempo para conceder entrevistas, também teria condições de apresentar sua manifestação dentro do prazo inicialmente estabelecido.

Na petição, a Advocacia-Geral da União afirmou que “essa tentativa de manobra processual não deve ser recompensada com prazo adicional para tentar salvar uma ação fadada ao fracasso”.

Apesar da posição do governo brasileiro, a juíza Mary Scriven autorizou a prorrogação e fixou o dia 14 de julho como novo prazo para que a Trump Media e a Rumble respondam ao pedido de extinção do processo.

A ação envolve a plataforma de vídeos Rumble e a Trump Media, empresa ligada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A Rumble foi suspensa no Brasil por determinação do ministro Alexandre de Moraes, em fevereiro de 2025, após, segundo o magistrado, descumprir decisões da Justiça brasileira.

Na ocasião, Moraes afirmou que a plataforma era utilizada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro para disseminar notícias falsas e ataques às instituições democráticas, além de destacar que empresas que operam no Brasil devem cumprir a legislação nacional.

Com a decisão da Justiça norte-americana, o processo segue em tramitação, enquanto aguarda a manifestação das empresas dentro do novo prazo estabelecido.