A imagem, divulgada recentemente, mostra Flávio ao lado de Mourão, apontado pela Polícia Federal como líder da suposta milícia privada do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso envolvendo o Banco Master.
Flávio diz que imagem pode ter sido criada por IA
Em sua manifestação mais recente, Flávio Bolsonaro afirmou que a fotografia pode ter sido produzida por inteligência artificial com o objetivo de prejudicar sua pré-campanha presidencial.
Ao mesmo tempo, sua assessoria adotou uma segunda linha de defesa. Segundo a equipe do senador, caso a imagem seja autêntica, ele nunca teria conhecido o homem retratado. A justificativa é que, por ser uma figura pública, Flávio costuma atender diariamente a diversos pedidos de fotos feitos por pessoas desconhecidas.
Declaração de Valdemar contradiz senador
A explicação, no entanto, difere da apresentada por Valdemar Costa Neto. Em entrevista, o presidente nacional do PL afirmou que a direção do partido já conhecia a fotografia há mais de um mês.
Segundo Valdemar, ao conversar com Flávio sobre o assunto semanas antes da divulgação pública da imagem, o senador não mencionou qualquer hipótese de manipulação por inteligência artificial.
De acordo com o dirigente, a resposta recebida foi: “Valdemar, isso deve ser lá de trás. Eu nem lembro”.
Apesar da controvérsia, Valdemar minimizou o episódio, afirmando que políticos costumam tirar fotos com inúmeras pessoas sem conhecer suas identidades.
Baixa probabilidade de manipulação
A tese de que a fotografia seria uma montagem também passou a ser questionada após análises técnicas realizadas por veículos de imprensa.
Segundo o ICL Notícias, responsável por divulgar inicialmente a imagem, e o g1, a fotografia foi submetida a ferramentas de detecção de manipulação digital. Os relatórios indicaram baixa probabilidade de uso de inteligência artificial e apontaram que elementos como iluminação, sombras e características anatômicas são compatíveis com uma fotografia autêntica.
Ainda de acordo com as análises, a imagem teria sido registrada originalmente em 2022, no Rio de Janeiro.
A divergência entre as versões apresentadas por Flávio Bolsonaro e pelo presidente do PL amplia a repercussão do caso e adiciona um novo capítulo à crise envolvendo a pré-campanha do senador.